
termo "sindicato" deriva do latim syndicus, com o significado do que assiste em juízo ou justiça comunitária. É, por sua vez, proveniente do grego sundikós que significa literalmente, defensor.
O sindicalismo tem origem nas corporações de ofício na Europa medieval. No século XVIII, durante a revolução industrial na Inglaterra. As fábricas do início da Revolução Industrial não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As condições das fábricas eram precárias. Ambientes com péssima iluminação, abafados e sujos. Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e era comum o emprego do trabalho de crianças com 3, 4, 5 anos de idade. Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões. Não havia direitos trabalhistas e quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade.
Em muitas regiões da Europa, os trabalhadores começaram a se organizar para lutar por melhores condições de trabalho. Os empregados das fábricas formaram as trade unions com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos empregados. Houve também movimentos mais violentos como, por exemplo, o ludismo, também conhecidos como "quebradores de máquinas". Os ludistas invadiam fábricas e destruíam seus equipamentos numa forma de protesto e revolta com relação a vida dos empregados. O cartismo foi mais brando na forma de atuação, pois optou pela via política, conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores.
Durante a revolução francesa surgiram idéias liberais, que estimulavam a aprovação de leis proibitivas à atividade sindical, a exemplo da Lei Chapelier ( julho de 1791) que, em nome da liberdade dos Direitos do Homem, considerou ilegais as associações de trabalhadores e patrões. Nessa lei, o nome síndico era utilizado com o objetivo de se referir a pessoas que participavam de organizações até então consideradas clandestinas. As organizações sindicais, contudo, reergueram-se clandestinamente no século XIX. No Reino Unido, em 1871, e na França, em 1884, foi reconhecida a legalidade das cooperativas, dos sindicatos e associações.
Atualmente os sindicatos de trebalhadores detêm uma força considerável através da vinculação com os partidos políticos socialistas e trabalhistas, o que lhes confere forte referência na formulação de diretrizes e na execução de política econômica. Os dirigentes sindicais são eleitos para cargos do executivo e legislativo, e o principal instrumento de política sindical é a negociação coletiva.
A história do sindicalismo no Brasil não foi muito diferente das outras partes do mundo. Se começa a estruturar no período entre a abolição da escravatura e início do século XX, através das ligas camponesas e operárias.
A partir de 1930 (era Vargas) com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), se institui oficialmente a figura do sindicalismo, seguindo os preceitos do pacto federativo da república. Quer dizer, os sindicatos são representativos dentro do Setor Público, vinculados ao Judiciário e com funções caracterizadas nos níveis do Poder.
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